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sábado, 16 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


ATALAIA

Não sou voyaer
Não resisto de mansinho
Apreciar uma linda mulher
Naquela praia de brancas areias
Ali à beirinha do mar
Passava uma mulher bela
Não resisti
Fixei o olhar nela
A meus olhos
Que mulher bela!
Naquela praia
Elegante bonita singela
De atalaia, via-a como sereia
Oh que mulher bela!
Calma serena
Sonhava com a visão
Visão terrena
A mulher absorta passeava
Como numa verbena
O cheiro a maresia, um gosto
Na minha atalaia
Esquecia, passava a mulher
A mulher, tal faia
A despertar dalgum torpor
A mulher elegante bela
Será isto platonismo
Ternura ou platónico amor?

Daniel Costa

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


ONDE MORAS JUSTIÇA?

Olha justiça
Andas tão arredia
Imitas taças de cortiça
Pareces tão inexequível
Para os de algo, claro como o dia!...
Para outros não há sorriso
Apenas gesto amargo
Dizem que és cega
A realidade existe
Porém torpemente se nega
Mais do que nunca
A corrupção está na berra
Com os furos das tuas leis
Podes empatar a refrega
Usando a senhora advocacia
Enquanto alguém nega
Onde moras Justiça
Para poderosos não és cega
Quem dinheiro tem
Paga bem e nega e nega
Usam-te com desdém
Com factores visíveis e incríveis
Clamam:
Beneficias os que convém
Os juízos deviam ser ponderados
Credíveis
Sem reparos de alguém
Para seres refúgio
Refúgio do bem

Daniel Costa



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


MULHER QUE PASSA

Quem sabe o que se passa
Nessa flor feita mulher
Que na Avenida passa
Lá vai ela, vai singela
Sempre cheia de graça
Se vai vaporosa
O olhar esvoaça
Se o glamour estremeceu
O semblante vai cinzento
Passa como desgraça
Quem pode saber
No que pensa, o que se passa
Como a flor que murcha
A mulher que não esvoaça
Pode andar o amor
Em clima de desgraça
Mulher alheada, circunspecta
Será sempre bonita
Será, porém como Avenida deserta
Se esvoaça
A lhaneza é aberta
A flor, a mulher
Observando, vai desperta
Qual flor sorridente
Convive com o amor
Este não está dormente
Há felicidade no ardor desse glamour
Ali vai ela passando tranquila
A felicidade patente
Transmite-se
A mulher parece borboleta
A esvoaçar contente
Borboleteando
Aí passa ela, segue sorridente

Daniel Costa

terça-feira, 12 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


CRISE NA FINANÇA

Sempre assusta a crise
Do mal parece aliança
Para o que haverá dinheiro
Se algum se tem,
Entra-se no banco, empresta-se
Dizem-lhe que deposita
Agora chegou a da finança
Mais uma a tirar esperança
A quem convém
Dizem as culpas serem de todos
Só porque muitos ficam sem dinheiro
A culpa é de alguém, não será do primeiro
Coitado!...
Quem comanda é o financeiro
Ele subirá a outro poleiro
Se menos, empresta
Ainda paga, à banca, dita
Comanda a malvada
Paga a gestores pantomineiras
Dizem: o patrão ganhou
Somas avultadas de dinheiros
Reparte lucros, torna-os banqueiros
Criam-se novos poleiros
Exigem pagar a mais banqueiros
Não fazem nada, mas
Afluem dinheiros
Sabem explorar o aforrador
Quais mineiros
Gerem os dinheiros
Na mão uns papéis, uma ilusão
Há crise? Deu o dele
Pode pagar em primeiro
Vai ele subir a outro poleiro
Onde haja outro dinheiro
O pobre fica triste, mas paga
Não se lembrou do colchão
Tudo dava certo, ali à mão
De atalaia vigia, o banqueiro
Isento de culpas, com novo dinheiro
Outro assina na atrapalhação
Hossana???
Ao nosso primeiro!...

Daniel Costa


domingo, 10 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


HELÔ

Nome de vedeta italiana
Helô Spitali
É amiga muito bacana
Acena do Brasil
Do Estado de Minas Gerais acena
Do continente onde há deuses mil
Lembrar a bondade da Spitali
É recordar a amiga
De outro continente
É coisa persistente, é antiga
Lembrar a serena madrugada
Quando não chegara o cupido
Os bons dias atirava
Em boa hora a seta
A Minas Gerais chegara
Sempre a amizade
Porque pura não manchara
A Serena Helô
Por outros meios
De enviar recados não deixou
Recordar a amada madrugada
Grato sou
Recordar Minas Gerais
O mesmo que recordar a Helô

Daniel Costa


sábado, 9 de outubro de 2010

POEMA OLHÃO


OLHÃO

Não sei que tenho em Olhão
Depois de Lisboa
A cidade de coração
Cidade lendária
Cidade da Restauração
Dali partiram pescadores
Para o Brasil,
Onde se refugiara a governação
Informada pôde regressar a Lisboa
Capital natural da Nação
Cidade maravilha
Olhão
Perto  Armona
A espectacular Ilha
A lendária tradição
Segundo a lenda, continuam ainda
As moiras em comunhão
A lenda sente-se
Na cidade de Olhão
Uma mulher morena
Personificou a tradição
Outra morena homenageia
Tem o nome de Maria João
Fazer um repasto
Junto ao Mercado de Olhão
Fazer ali um ritual da refeição
É gosto, não será ilusão
Vaguear pela larga
Avenida da República
Em comunhão
Observar as Açoteias
Nada se compara a Olhão

Daniel Costa

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

POEMA DANIELA


DANIELA

Adolescente bela
Elegante, bonita
É assim a Daniela
Juventude alegre, descontraída
Afinal, temos o retrato dela
Vê-se divertida
Meus deuses! É ela
Paraguai, Assunção
Eis a elegante Daniela
Elegante, respira vida
Evoluciona no ginásio
Vê-se como que divertida
Aqui à junto de uma mão
A que acciona
A computadorização
O moderno milagre
Daniela em Assunção
Evoluciona, divertida
Ei-la!... Apreciei de coração
Bonita Daniela
Uma garota bonita
Muito bela

Daniel Costa