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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

POEMA ARICANGA

Gabela
ARICANGA

Não é bairro de lata
Ali todo o mundo labuta
Trabalha na grande libata*
Aricanga aldeia grande e bela
Está na planície
Periférica da Cidade da Gabela
Onde aos Domingos ao cinema ia
Cinema para pretos era onde ia ela
Vinha do bairro Sousa aquela mulher
Uma mulher bela
Era o tempo da famosa “Copanera”
Com emoção dei a mão a ela
De mãos dadas vimos o filme a “Violetera”
Na Cidade de Gabela
No espaço a Rapariga das Violetas era
Que felicidade ter companhia tão bela
Não sendo xenófo ou fundamentalista
Via a perfeição nela
Que bonita mulher meu Deus!
No Amboim das planícies dos arimbos** de café
Cidade da Gabela vieram plebeus
Deixei aquela menina dos meus olhos
Vieram outros mundos
Outros mundos, outros escolhos
Acabou ali o derriço com a mulher bonita
A menina dos meus olhos

 

Daniel Costa

*Libata: fazenda de cafeeiros
** Arimbo: fazenda de cafeeiros

sábado, 11 de dezembro de 2010

POEMA JACQUE


JACQUE

Questionaram-me um dia
Sobre várias interessantes mulheres
Por exemplo como a Jacque classificaria
Cismei, pensei a cabeça abanei
Responder queria então, o que diria?
Na cidade de Porto Alegre pairei
Que ela estava ali no sul sabia
Saber mais investigar tentei
Encontrei a Jacque artista
A mulher de muitas preferências
Não me parece, por vezes, optimista
Nem me parece muito sedutora
No entanto romântica por natureza
Distribui amizades como grande senhora
Mente desconcertante
Deixa antever paixão pelas artes
Um mundo que por certo é amante
Essa mulher interessada
Em actividade, uma mulher interessante
Pensa na poesia, num mundo de fadas
De magia, esse mundo que desejaria brilhante
Imagina-o revolucionário
Cultivará essa bela loucura
Ainda que não passe do imaginário
A própria revolução
Acaba por tragar o seu legionário(a)
No fundo apreciando a Jacque
Uma alma de mulher revolucionário(a)
Será acarinhada e apoiada
Porque é mulher extraordinária

Daniel Costa

quinta-feira, 9 de dezembro de 2010

POEMA ANGELA



ANGELA

Deambular pela grande metrópole um regalo
Imaginar o Padre Manuel da Nóbrega
É imaginar porque se criou a cidade de São Paulo
É pensar na Ângela, essa mulher sensata
Vesátil como muitas outras
Com uma pequena dose de loucura que me é grata
Fascinado eu pela cultura do Brasil
Essa mulher sensível, timida e timorata
Apresenta vários poetas do país imão
Como o Drummond, o Mário Quintana toda a nata
Sua versatilidade leva-a apresentar
Escritores menos ouvidos, como numa serenata
Angela é como dissesse enfim:
A minha personalidade parece muitas
Serei mesmo assim
A sua caminhada continurá
Sabe como foi o principio
Não sabe como vai caminhar, o rumo que seguirá
boa concretização
Para Ângela seria maná

Daniel Costa

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

POEMA LILI


LILI

Amor em África foi título
Forte amor por Angola
Pelo calor e cheiros outro capítulo
Lili uma mulher que fascina
Pelo que mostra de querer
De guardar interessantes recordações
As que motivam o saber
De seu apelido Laranjo
Vive e forma, tem alma apaixonada
Fé clubista usa-a em poesia como um anjo
É um gosto
Ver a Lili pelo mundo azougada
Na própria comunicação
Tem amores, ama e é amada
Para os lados do norte
Em sítios de formosura
Vem um vento às vezes quente, outras forte
Enriquece a sua alma de poetisa
Com esses ares do seu norte
Podemos ver a sua galhardia
Ao debruçarmo-nos no seu mundo
Meditando na sua poesia
A mulher Lili é feita dedicação
Ela, por si, poesia exala
Será um mundo de aplicação
A sua versatilidade
Convida, chama a nossa atenção

Daniel Costa


domingo, 5 de dezembro de 2010

POEMA EM MIRAGAIA


EM MIRAGAIA

Não foi na Atalaia
Onde me soltei e me senti feliz
Onde trabalhei foi em Miragaia
Aos Domingos, depois de cumprir obrigações
Oito passadas* a corta mato chegava
Casa materna, presente ao almoço e nas reuniões
Novas passadas de novo cumpria
Ano em que chegava a TV, não televisões
Cento e cinquenta mil réis por mês
Mais comida, num ano de grandes emoções
Eram o salário do maltês
Que liberdade dos céus meu Deus
Numa lagarada, acabado o vinho abafado
Emborquei um quarto de litro, como os ateus
Induzido, bebendo água em dobro antes
Não turvei, por Zeus
O patrão sabia como se fazia
Para provar como de se bebia aos judeus
Foi um dos muito episódios
Duma vida errante
A militar no grupo dos bons demónios
Tempos que a mente filmou
Dos bons tempos em me afirmei
Como fui e sou
A soltarem-se ideias de namoriscos
Eram outros tempos, esses fracassados
Nunca passaram de simples catrapiscos
Recordo muitas novelas
Da primeira vez ter assistido à televisão
Depois de três passadas a partir dai
Ir conhecer essa visão

Daniel Costa

* PASSADA - QUILÓMETRO

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

POEMA FASCINAÇÃO


FASCINAÇÃO

Vivo uma segunda encarnação
Regressei ao meu mundo encantado
Onde há flores, vivo na sua fascinação
A maior, a inconfundível flor
Estará junto do sertão
Um toque bateu, o mundo estremeceu
Uma flor prendeu ao seu país o coração
Do norte vêm uma bonita cor de flor
Um odor de fascinação
Bom dia amigo!... Repara sou eu!...
Reparo bem, é cor, é sonho, não uma ilusão
Nesse mundo está a flor
Uma flor interessante de bom coração
Não pronuncio a graça dela
De uma das flores do mundo da emoção
É uma flor também de desenvoltura bela
Uma flor de mente bonita
Bom dia flor amiga!...
Do meu jardim benigna
Flor distinta
Serás sempre a bonita, a mais antiga

Daniel Costa

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

POEMA IENE


IENE

Em Belém do Pará
Um saboroso casqueiro
Iene gere a fábrica que o dá
Onde sai bom pão na metrópole de Belém
Pelo teclar, ou por vídeo
Iene faz chegar, bom dia a Lisboa também
Esquecia-me de dizer
A capital do Pará, Pará de Belém
Fica no litoral norte
Do imenso Brasil além
A cidade maior da linha do Equador
Onde a elegante, a bonita Iene
Gere com agradabilidade como um amor
Apelidos Silva Gomes
Em determinadas épocas
De Portugal por certo foram os sobrenomes
Simples e lindo o nome Iene
Que gere com sensatez
Aquela mulher elegante e bela
Será interessante de vez
Sentir-se a coordenação dela
A mulher mãe nova
Elegante como se fora donzela
Uma mulher que se orgulha
De ser feliz, que mulher aquela!
Feliz coração de oiro azul
Naturalmente um coração bonito revela
Um sacrário de guardar
Eis a mãe, aquela mulher bem
De Lisboa Iene, by… by
O desejo que jamais percas a felicidade
Fica registado, aqui vai

Daniel Costa