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domingo, 7 de novembro de 2010

POEMA NOSTALGIA


NOSTALGIA

Doce recordar, Será magia?
Será a doce nostalgia?
Será a doce lembrança?
Do amor de algum dia
Do amor que não esqueceu
Um amor que não morreu
Gravado sempre ficou
Jamais deixar de recordar
Essa ternura de amar
Recordar esse farol
Como marinheiro do alto mar
Deuses!... Como consola amar
Ternura que se estendeu
Esse alto mar não perdeu
A ternura, a nostalgia, a esperança
Sempre o acto de muito amar
Pensamento a navegar
A nostalgia nunca vai minar
A grande ternura de amar
Esperança e nostalgia,
Podem encerrar magia
O tranquilo acto de amar
De alguém que está a regressar
De novo o alto mar
Por perto seria mais fácil amar
E, de novo a doce nostalgia
De ter amado alguém um dia

Daniel Costa

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

POEMA DEUSA DA FANTASIA II


DEUSA DA FANTASIA - II

Não embarquei num avião
No meu mundo não havia
No mundo do sonho e da ilusão
Chegava num segundo
O da mundovisão
Mais rápido ainda
O da computadorização
Embarquei no último
Veloz queria sentir
O mundo da fantasia, da ilusão
Desembarquei na praia
Que emoção!...
Eis que uma bonita deusa
A deusa da fantasia em missão
Que dia!
Poder ver e sentir
A minha deusa da fantasia
A que tanto procurei
E tive a dita de ver um dia
Dia de sonho de fantasiosa doçura
Grande mordomia de alegria!
Que entre os senhores deuses
Jamais desvaneça
A deusa da fantasia
Que encontrei resplandecente
Naquele dia

Daniel Costa

quinta-feira, 4 de novembro de 2010

POEMA ANA POETISA


ANA POETISA


Ana Martins
Depois área da pedagogia
Escreve em profundidade
Aos seus querubins poesia
Trabalho e hobby
Será assim o seu dia
Preocupa-a que inventem
Leis inexequíveis eivadas de vilania
A sua arma é estruturar
Carismática poesia
No reino das inverdades
Provocar simpatia
É assim a Ana Martins
Resoluta, luta com simpatia
Nasceu nas terras quentes do Ribatejo
Berço das touradas
No além Tejo onde se vibra
Com fandango e fandangadas
Viver depois no verde Minho
Um mundo de folclore
O amor esse maganão
Quiçá o trabalho
Originou a condição

Daniel Costa



terça-feira, 2 de novembro de 2010

POEMA DIAMANTES


DIAMANTES

Histórias mirabolantes
Estão na literatura que conhecemos
Dos cobiçados diamantes
No fundo são as pedrinhas
Que príncipes oferecem a princesas
Também reis ofertavam a amantes
Tudo jogatinas
Em reinos distantes
Polícias, ladrões, espiões, traficantes
Muitos cifrões
Num mundo de burlões
Parece tudo organizado
Num meio de muitas confusões
Para Diamantino, disseram um dia
Num país em guerra
Tudo o que vês é pedra
Não uma pedra qualquer
Esquece, mesmo que tropeces
Numa mais brilhante
Porque tudo é diamante
Nenhuma vês
Pode estar a espionagem
E faz-te a folha de vez
Visitando um museu
Foi como pisasse o chão, o que comoveu
Mais tarde alguém, Diamantino esclareceu
Gananciosos compravam todas as pedras
Que as guerras sustentavam
Porém uma parte
Sendo de diamante, não tinha quilate
Desfaziam-se por entre dedos num instante
E a guerra continuava incessante
Ninguém percebia, só porque têm goela
Proibiam-se animais de capoeira
Talvez disfarçando qualquer asneira
Porque havia discriminação
Julgava-se que para a vida inteira
E os diamantes
Reluzentes, os verdadeiros
Embarcavam para mundos inteiros

Daniel Costa


POEMA AS CONCHINHAS


AS CONCHINHAS

Ainda não havia chegado a televisão
Jogos e computadores, evidentemente não
Jogava-se a concha, o berlinde, o pião
Improvisado aparecia o jogo da semana
Oito casas, riscavam-se no chão
Batos feitos de pedaços de caco
Arredondados na cantaria do vão
Jogava-se, para apurar o campeão
Era a vida, a da pequenada, a da ilusão
Para jogos não havia inventos, havia tempos
Dizia a professora fúrias, conforme os ventos
Para jogar, tinham seus instrumentos,
Verdadeiros tesouros de inventos
Escasseavam nos bolsos as conchinhas
A jogar numa nóquinha, como se dizia então
Davam à costa e abundavam na Praia da Consolação
Acabadas as aulas, estava a começar o Verão
Tudo se muniu e a professora lá levou o pelotão
Cada qual apanhava o seu tesouro, o seu quinhão
Tudo mudou, não há conchinhas
Pena, porque estavam ali uns diamantes
A preencher os bornais das ilusões de então
Do jogo das conchinhas poucos se lembrarão
Mas lá está o extenso areal
Qual cosmopolita Copacabana de Portugal
Representando a Praia da Consolação

Daniel Costa

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

POEMA GISELA


GISELA
Mulher bela
Interessante, tranquila
Mulher, mãe bonita e bela
Vejo assim a Gisela
Mulher de filosofia
De pedagogia singela
Imagina-se a beleza
A beleza interior da Gisela
E temos o perfeccionismo
A mulher bela
Não será isto a mulher
Que pelos seus zela?
Não se deve apreciar
A flor que vejamos como bela?
A mulher é uma flor
Interessante singela
Que observamos
Com simpatia
Que apreciamos
Sem ironia
A mulher, a própria Gisela
Da sociedade é simpatia
Gosta-se dela
Adivinha-se a mulher mãe
A natureza
Desnuda aberta singela e bela
Como se aprecia
A mulher bonita, paradigmática
Como a Gisela

Daniel Costa

sábado, 30 de outubro de 2010

POEMA MALDADE


MALDADE

“Quem mal não usa
Mal não cuida”
Diz o povo e bem
Ninguém ganha com a maldade
Essa falta de sanidade
Risível a maldade
Flagelo que atravessa a sociedade
Havendo optimismo
Aprende-se sempre com o negativismo
Se ele existe fora o pessimismo
Aparece maldade
Fica a sensação
De quando em vez
Alguém não está sendo são
Aprende-se a lição
Fixa-se o favor
Diz-se não sou eu não
Assobia-se prazenteiro
Desce-se a rua
Na sonhadora madrugada
Da noite crua
Procurando um bem
Afinal arredio
Feliz de quem o detém
Amem

Daniel Costa