terça-feira, 30 de novembro de 2010

POEMA ANJO DO AMOR


ANJO DO AMOR

Rogai por mim pobre pecador
Mais por aquela a quem amo
Grande Anjo do amor
O Santo é tentado sete vezes dia
Talvez um exagero
Pedia apenas uma Ave-Maria
Meu Anjo do Amor - gosto tanto dela
Transporta-me nas tuas as asas
Tal como à antiga, adoraria vê-la na janela
Que tenha mente livre, o que interessa
Que mulher bela aquela
Livre risonha, como que esvoaça
Que sempre sonha
Sorri com graça a quem passa
Ás vezes contempla a mim
Como uma chalaça
Bálsamo sem fim
No redor fica um caloroso amor
Um estado de graça enfim!
Anjo do Amor protege
O amor protege ambos em mim
Encontras merecimentos
Não é assim?

Daniel Costa


sábado, 27 de novembro de 2010

POEMA ANDRESA


ANDRESA

“quem não viu Lisboa
Não viu coisa boa”
Os alfacinhas citam o ditado
Receber bem
Fazem-no com agrado
A poetisa Andresa
Do Brasil veio e viu parte do passado
Num dos seus bonitos poemas
Retrata parte deste país amado
Andresa é uma senhora
Mulher esbelta, pendor multifacetado
Mora no Brasil, junto a São Paulo
Várzea Paulista do seu País amado
A cidade industrial
Daquele estado
Do seu mundo laboral
Andresa, traços naturais de beleza
Não mostra a característica calorosa
Da mulher do sul, mais parece a da portuguesa
Apresenta-se leal, sabe ser como é
Sabe o quer
Andresa é mulher de fé
Sensibilidade de beleza
Imaginação, arte de apresentar
Fazem gostar da mulher de bela destreza
Adora-se a sua poética mestria
Reparem como é bela e esbelta a Andresa
Belos seus sonhos de poesia

Daniel Costa


sexta-feira, 26 de novembro de 2010

POEMA MADALENA


MADALENA

Assaltou-me a nostalgia e a solidão
Que fazer não sabia
Desejava, fui até ao Rio então
Vi a cidade maravilhosa, o Rio de Janeiro
Em dia de Santa Maria
Antes do S. Brás a três, era dois de Fevereiro
Deambulava por aquela metrópole
No Rio, Rio de Janeiro
Quando encontrei Madalena
Achei-a bonita, atraente elegante
Não foi fácil meter papo com a Lena
Recordei então a minha mãe
De Lena e Madalena
Sempre risonha, tinha os nomes também
Consegui meter conversa com ela
Uma mulher sensual romântica afinal
Capaz de se insinuar a homem normal, foi singela
Da sua conversa de que não abstraiu sofrimentos
Resultou numa amiga de mente muito bela
Naquele dia foi cicerone que me acompanhou
Ofereci-lhe uma flor
Um gladíolo que beijou
Quando não se é mal intencionado
O diálogo mantém-se
Nele pode participar até o namorado
Os amigos floresceram
Foi agradável a Oliver mais o amado
Oliver, mulher mãe e avó, a Madalena
Uma mulher bonita
Uma avó bela da era moderna

Daniel Costa

terça-feira, 23 de novembro de 2010

POEMA SUSY


SUSY

Pode enlear-se de louvores
A bonita Susy
Nos States com os seus amores
Uma interessante mulher
Portuguesa do arquipélago dos Açores
Susy que faz amigos num instante
Mulher meiga, simples sensata
A sua doçura é incessante
Embora integrada na nação americana
Sempre a imagem do Arquipélago
A grandeza da alma lusitana
E o mar esse abismo sem fundo
Como todas ilhas do Faial é de origem vulcânica
Ela ama, a força deste mundo
Onde nasceu a mulher amante
Escuta o mar, o mar profundo
Ama-o como a família
Afaga a saudade na Califórnia no outro mundo
Como é de beleza simples
Interiormente demonstra amor profundo
Susy não deixa de amar os Açores
Deste lado do mundo
O Arquipélago mais as suas Flores
Seus verdejantes declives, belos sabores
São sempre parte do seu ser
Dos seus amores

Daniel Costa


domingo, 21 de novembro de 2010

POEMA O RELAT´ÓRIO


Foto: Isabel Caxias

Legendou assim:
Quem diria algum dia que esta foto podiar ser tirada?
É o que se chama ter dado um pontapé certeiro na morte
Felizmente já lá vai... e os melhores dias voltaram!!!
Em 2010

O RELATÓRIO

Aventura algo de Notório
Numa segunda vez
Consegui ler o Relatório
Estava a tentar a outra vez
Da primeira não li, nada de ilusório
Era como que um milagre
Daniel milagre teve origem no relatório
A maior aventura
Foi ser leitor atento de algo peremptório
Acabei, pensei:
Como poderei eu, ler algo tão aleatório
A minha própria vida em jogo
Dizia peremptório o relatório
O melhor que pode acontecer ao paciente
É ficar a vegetar para o resto da vida
Jamais será gente
Sofreu um mortal AVC, um abanão
Se não fenecer para sempre ficará doente
O que é pior, doente mental
Sofreu um revés da cabeça aos pés
Trinta dias em coma afinal
Operado ao cerebelo
Não morrerá no hospital
A família que cuide dele
Desumanidade não será o pior mal
Que ajudado, pela família sobreviva
Passaram três meses, julgava-me o maior
Sorte a minha, displicente escrevia
As faculdades, uma a uma
Porfiava e recuperaria
Sem nunca estar triste sequer
Sete anos depois, eis o sorriso
Não um esgar qualquer
Também a sensualidade
Sorriso, sensualidade e o apreço pela mulher
Eis-me no décimo ano da segunda encarnação
Como foi possível?
Foi algo que a própria medicina não tem explicação
Feliz por ter vencido a irmã morte
Foi-me dado viver uma segunda encarnação
Sem saber o que fazia, gostosamente
Eu próprio tomei medidas, talvez de ilusão
Como sempre lutarei
Pela verdade, justiça e união
Neste meu mundo onde há lugar
Para o sonho, magia e ilusão.

Daniel Costa

sábado, 20 de novembro de 2010

POEMA A BURRA DO PAI ZÉ


A BURRA DO PAI ZÉ

Burros às filas e a garnel
Havia no concelho de Peniche
Na estrada do Baleal, que vai de Ferrel
Viam-se por toda a direita em fila a caminhar
Quando os burros desempenhavam um papel
Foi ontem, fica o meu testemunho visual
Recordar o ontem no lugar de Ferrel
Em corridas de burros a comemorar
Onde se busca o asinino fiel?
Em Espanha, meus deuses
Mais o pai Zé e seu irmão, o tio Abel
Se até em Ferrel, a partir da adolescência
Quem não detivesse burro
Era rico, ou de homem uma excrescência
Passei e passo muito a Ferrel
Dessas máquinas, que não gastam óleo
Estamos noutro século, sorriam vá lá!
O pai Zé deixou uma no seu espólio
Dizia o pai, burra como esta não há
Saio a cavalo, ela adivinha o que visitar
Sem querelas traz-me para cá
A minha filhota, sua neta
Como pequena petiza displicente
A brincar passou-lhe debaixo
Dono à vista e a burra quieta, obediente
Ficou quieta não se mexeu
Ah!... Pai Zé, como exultaste contente
Já pouco contaste o episódio
Porém, a burra valorizaste efectivamente
Alguém a pagou bem como animal
Muito bom, útil e reverente

Daniel Costa

quinta-feira, 18 de novembro de 2010

POEMA MARENI

 
MARENI

“Em toda a mulher há uma mãe
Que nunca passa pelo sono”
Escrito por um francês, que pensou bem
O pensamento serve a Mareni
Com mais objectividade que a ninguém
Mareni essa mulher sensual
Bonita e quando quer sedutora
É vento, fogo, magia natural
Talvez a disfarçar suas lutas
Usa várias personagens como acto normal
Sofrerá, não as mistifica
Não age como se faz no mundo banal
Neste mundo cão
Desdobra-se, luta
Parece que flutua, vive com a razão
Atrevida como é, Mareni
Transforma-se marquesa da fantasia então
Para observar esta marquesa
No Brasil segue-se na costa rumo a sul
Temos então A cidade de Porto Alegre
Com um mar azul
Podes encontrar Mareni
Como mulher feita tesouro
A mirar tudo e de repente olha a ti
Quem a vê não imagina sua cruz
Prefere mostrar-se sedutora
As fantasias apresentam-na como mulher luz
Não é mistificadora
Usa a sua enorme força interior
Para se tornar redentora senhora
A simples e bonita Marli
Uma mulher sensualmente sedutora

Daniel Costa



terça-feira, 16 de novembro de 2010

POEMA DOTHY


DOTHY

A palavra Dothy o que tem?
Pode sugerir adivinha
Adivinha, ou charada também
E se vos disser que é sobrenome?
Dothy é uma bonita mulher de bem
A sua compostura e natural timidez
Atracção que será atributo da mulher
Uma beldade exótica que Deus fez
Subindo para o sul num Brasil imenso
Descobriu a beldade um português
No Paraná perto da cidade de Curitiba
Ali estava um tesouro de mulher sensatez
Seu nome próprio Teresinha
De natureza ibérica
A Dothy é muito crente, de origem Ucraniana
Beleza e natureza ecuménica
Talvez a razão da beleza exótica
Assaz diferente, na observação poética
Mulher linda um leve sorriso fotogénico acentua
De origem ucraniana
Tem descendência bonita, como a mente pontua
Um sorriso bonito, numa mulher bonita e humana
No gosto amoroso dos parentes
A Dothy se ufana
A mulher Dothy
Uma interessante mulher
Um prazer de viver muito forte

Daniel Costa



segunda-feira, 15 de novembro de 2010

POEMA VENDAVAL


VENDAVAL

Em clima temperado é normal
Pulularem vendavais de amores
Podem sempre passar em vendaval
A amar seriamente ficam sempre corações
Estão sempre prontos a amar
Num mundo de vendavais de ilusões
Sempre se pode amar o mundo
Ainda que se possam ter opiniões
O mundo nasceu com o dom de amar
Que se calem os vilões
Esses nascem, crescem e morrem
Talvez a pensar em perdões
Porém este mundo foi criado para amar
Perdoar é contraste, eis razões
Mundo de amar
Amar pode ser preconizar bonitas paixões
Mostrar exemplos de sensatez
Apresentar trilhos de lisura a rufiões
Aos que tem em conta apenas o umbigo
Conjuguemos eternamente o verbo amar
Enquanto amamos todo o mundo
Amemos, por excelência, um o ser escolhido
Os deuses e deusas dirão:
Eu te bendigo!

Daniel Costa

domingo, 14 de novembro de 2010

POEMA DOIS MENINOS


DOIS MENINOS

Em determinada aldeia
Um par de ternos meninos
Casas, caiadas não era feia
Eram bonitos e ternos os bambinos
De mãos dadas nas ruas passeavam
No sítio onde se havia de erguer a escola
Caboucos abertos, a água grassava
Encimada por lâminas de gelo
Com ele o par de meninos brincava
A candura, a inocência
Nos seus corações, o calor morara
Amavam e obedeciam aos pais
Depois o par voltava
Cordel a fazer de cinto
O miúdo as calças apertava
Sapatos da cor da pele
Além da candura, o par usava
Um dia ao aproximar-se o Natal
Disse ela, podemos pôr o sapatinho
Na chaminé, nunca praticámos o mal
Sabes?
Dos de usar aos Domingos, na noite de Natal
Dizem que Jesus com saco aos ombros
Desce as chaminés a contemplar do seu bornal
Os meninos bonzinhos
Que obedecem aos pais como nós afinal
Disse ele:
Disse o meu pai, mesmo no Natal
Jesus só desce chaminés alvas
Famílias de ricaços
Mesmo que pedantes e marialvas
Conversaram, aposta feita, isto é:
Na noite fria de Natal os sapatinhos
Puseram na chaminé
Ela no sapatinho encontrou cinquenta centavos
Pais pobres, talvez mais ternurentos
Ele sapato vazio, sem prendas nem avos
Era assim nesses tempos, ele e ela
Nesses tempos dos centavos

Daniel Costa

sábado, 13 de novembro de 2010

POEMA POETA EVERSON


POETA EVERSON

Porque não a portuguesa guitarra?
Acaricia o violão
Toca e escreve com garra
Everson esse poetão
Honra Belo Horizonte
Com a sua poesia, estar no serão
Não sobe ao monte
Apregoar no sertão
Os seus poemas de sensualidade
O amor sem sombra de pecado
Atraindo quem ama de verdade
Sem lirismos
Escreve a mostrar a sua humanidade
De belo Horizonte para o mundo
A eterna serenidade
Dirige ao mundo carecido de pura verdade
O poeta ama, adora a mulher
Chega ao seu coração a exalar humildade
Adora-se este poeta roqueiro
Sua poesia podia
Ser ouvida pelo mundo inteiro
O gosto pelo natural
Naturalmente sai do tinteiro
Com tintas de variegadas cores
A convergir, normais
Para o amor sem pudores banais
Do imenso Brasil, de Belo Horizonte
O poeta Everson
Acena com actos belos, naturais

Daniel Costa

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

POEMA LUA DE MEL - LUA DE FEL


LUA-DE-MEL / LUA DE FEL

Um dia conversei
De algo, não é assim tão normal
Como não é banal eu sei
Alguém questionou
Que é a lua-de-mel?
A pergunta aflorou:
Não haverá apenas no papel
Ou a infelicidade por mim passou
Chamaria a pós união lua de fel
No caso, tal afirmação
Em cavaqueira serena
Fez meditar então
Mundo com algo de vil
Desejar uma união
Um campo que devia ser garrido
Para plantar a desilusão
Oh mundo vil
Pensar só em semear confusão
Haverá doença mental
A deixar rasto de desunião
Que devemos fazer?
Para obter a felicidade então?
Vejo o sonho, a fantasia
O optimismo sempre à mão
Julgam que não perfilho
A eterna sensibilidade, o filão?
Mundo enganador
Mundo onde em meio
Pode estar mesquinhez
Dizer sem receio
Repetir outra vez

Daniel Costa



quinta-feira, 11 de novembro de 2010

POEMA ANJO CONSELHEIRO



ANJO CONSELHEIRO

Ao som musical de banjos
Nascem previsões
De resplandecentes anjos
Aparece o anjo conselheiro
Para problemas de amor
Andará pelo mundo inteiro
Metamorfose de homem
Dedicado companheiro
Valerá pouco
Prefere auscultar, ouvir primeiro
Sobre os sofrimentos de amor
O fiel Companheiro
O mundo por vezes é cruel para quem ama
Sofre na alma, convulsões
Como se fosse cair na lama
Não se deve viver de ilusões
O anjo a aconselha a caminhar
O seu caminho semeando perdões
Por novo caminho seguir
Caminhar sempre confiante
Encontrará sempre a meta a atingir
Preparado para outro amor encontrar
O anjo aconselha e vaticina
És mulher bonita encontras de novo quem amar
E o anjo sempre reluzente
Feliz por estabelecer o bem-estar
Cumprir as missões
Contribuir para um mundo de amar
Um mundo de uniões

Daniel Costa

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

POEMA MAGIA



MAGIA

Adoraria ser pintor
Em minha tela
Reteria as cores do amor
As cores que gostaria para o mundo
Não me importaria ser escultor
Esculpiria um mundo
Mais luminoso, mais sedutor
Evitaria que se tornasse imundo
Apenas houvesse lugar ao amor
Não me assumo como poeta
Gostaria contudo
Que a paz fosse completa
Que entre os homens nunca
A guerra fosse meta
Se fiz coisas inauditas
Porque não ajudaria
A acabar com permissões esquisitas?
Ajudar a que no mundo
Apenas houvessem coisas bonitas
Decretar, delegar as feias
Para outros mundos
Para outras teias
Que o amor saia vencedor
Onde para todo o sempre se ergam
Tendas, sem fendas de amor,
De magia de amor

Daniel Costa



terça-feira, 9 de novembro de 2010

POEMAS UM HOMNEM SÓ


ANJO DO AMOR

Amar a vida, o mundo
Amar a mulher
Anjo do amor no fundo
Anjo que esvoaça na mente
Turvará a vista
No seu esvoaçar de repente
Dizem que os anjos não têm sexo
Pensar no amar
Pode parecer desconexo
Porém para amar o mundo
Não é necessário complexo
Bastará o amor profundo
Tendo angélico anexo
Quem amar o mundo
Saberá como amar uma só mulher
Paira o anjo do amor platónico
O modo de amar qualquer
Amar o semelhante
Amar outra mulher
Amar assim
Não será um amor qualquer
Há o mundo da avó, da neta
Da mãe, da mulher
Esvoaça o anjo do amor
Ali constrói o seu poiso terreal
Com todo o fervor
O mundo terreno preciso
O mundo do amor

Daniel Costa

segunda-feira, 8 de novembro de 2010

POEMA SARA


SARA

Numas férias de Verão
Fui até ao hemisfério sul
Tentava sanar a solidão
No país onde tudo é azul
Estava no Rio em Copocabana
Em terras do Cruzeiro do Sul
A nostalgia era sorte
Passando por São Paulo
Saltei fica a norte
Naquela praia em Santos
Era enfim dia de Sorte
Sara encontrei
O coração fez como que clique
De imediato me apaixonei
Num lance, amar até a morte
Prometi, jurei
Estava na frente de uma mulher
Como sereia, de repente me apaixonei
Sara formosa
Consentiu, numa prece beijei
Já amava, não devia
O coração traiu-me, eu sei
Sara beijei
Coordenadas de São Paulo estava a sul
Naquela praia de Santos
Vi todo o mundo azul

Daniel Costa

domingo, 7 de novembro de 2010

POEMA NOSTALGIA


NOSTALGIA

Doce recordar, Será magia?
Será a doce nostalgia?
Será a doce lembrança?
Do amor de algum dia
Do amor que não esqueceu
Um amor que não morreu
Gravado sempre ficou
Jamais deixar de recordar
Essa ternura de amar
Recordar esse farol
Como marinheiro do alto mar
Deuses!... Como consola amar
Ternura que se estendeu
Esse alto mar não perdeu
A ternura, a nostalgia, a esperança
Sempre o acto de muito amar
Pensamento a navegar
A nostalgia nunca vai minar
A grande ternura de amar
Esperança e nostalgia,
Podem encerrar magia
O tranquilo acto de amar
De alguém que está a regressar
De novo o alto mar
Por perto seria mais fácil amar
E, de novo a doce nostalgia
De ter amado alguém um dia

Daniel Costa