sábado, 30 de outubro de 2010

POEMA MALDADE


MALDADE

“Quem mal não usa
Mal não cuida”
Diz o povo e bem
Ninguém ganha com a maldade
Essa falta de sanidade
Risível a maldade
Flagelo que atravessa a sociedade
Havendo optimismo
Aprende-se sempre com o negativismo
Se ele existe fora o pessimismo
Aparece maldade
Fica a sensação
De quando em vez
Alguém não está sendo são
Aprende-se a lição
Fixa-se o favor
Diz-se não sou eu não
Assobia-se prazenteiro
Desce-se a rua
Na sonhadora madrugada
Da noite crua
Procurando um bem
Afinal arredio
Feliz de quem o detém
Amem

Daniel Costa

POEMA NIRA


NIRA

Para os amigos
Nira
Não para qualquer
Era Cinira no seu atelier
Olhando-a, era atraente
Via-se não a simples mulher
Sua elegância era eloquente
Tinha bonita fisionomia
Era como um ser reluzente
Na sua casa vivia e convivia
Da Janela do meu quarto
O grande Tejo via
O olhar quer noite ou dia
Como sonho primaveril, benfazejo
Em tempos de acalmia
Vivia o sonho, o desejo
Da Nira fui companhia
Cinema, mais teatro
Paixão pelo pai alimentaria
Bastantes noites Parque Mayer
Comportamento de mãe teria
Amável
Graciosa e bonita guia
Evoco o amado
Também amizade sentia
O grande amigo David
Foi um dia
O mundo de ontem, como o de hoje
Era é o do sonho da Alegria

Daniel Costa


sexta-feira, 29 de outubro de 2010

POEMA DEUSA DA FANTASIA


DEUSA DA FANTASIA

Deusa da fantasia
Entre todos os deuses
Encontrei-a um dia
Sei que não mereço
Alimentando o sonho
Não a esqueço
Nem sempre deusa de alegria
Meus deuses
Não me privem da alquimia
De ter encontrado a deusa
Do sonho, da alegria
Que o sonho seja certeza
De vir a saber
Encontrar a beldade, a beleza
Ainda que num mundo de ateus
Mesmo desventurado
Quiçá de plebeus
Sonho fantasia
Têm deusa, não deus
Oh fantasia
Dos deuses meus
Jamais esquecerei a deusa de um dia
Merecimentos desejo esperar
Da deusa
Que sempre hei-de adorar
Porque não?
Chegar a amar

Daniel costa

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

POEMA COMENDADORES


COMENDADORES

Comendador
Não é um qualquer
Será um senhor
Até pode ser uma mulher
O título fará furor
Afinal no dia de Camões
Foi o Presidente da República
A investi-lo do título de Comendador
Neste mundo de ilusões
O povo diz de alguns
Terem sido burlões
Que importa
Do pensamento serem anões
Se lhes foi atribuído o título
Em dez de Junho
Dia de Luiz Vaz de Camões
Há tanta gente assim importante?
Se o País desliza para a penúria
A cada instante!
Comendador de número
Importante para certos senhores
Não reparam
Que se banalizam feitos de pesquisadores
Atribuindo-se a Comenda
A muitos em paga de favores
Será que a justiça
Não tem pudores?
Banaliza quem tem mérito
Em prol de enganosos louvores!

Daniel Costa


terça-feira, 26 de outubro de 2010

POEMA ANGELINA


ANGELINA

Angelina
Uma bela mulher
Uma mulher assaz linda
Diria mesmo linda de alma
Gosta-se dela como pintora ainda
Camarada funcionava o platonismo
No porte parecia sedutora infinda
A bela e interessante senhora
Sabia ter pose
Pose de mulher sonhadora
Em impressão coloquial
Com um grande fotógrafo de arte
Confessou sentir desejo de retratá-la
Como o fez a Kim Novak
Angelina
A pose, a alma, a arte
Fazem dela uma mulher divina
A última vez que a vi
Confessou-se ufana
Era mãe de outra bonita mulher
A quem queria além da irmã, da mana
O comum amigo cineasta
Autor de belas fotografias de arte
Considerava-a estrela reluzente
Em toda a parte
Beleza sempre inebriante
Tal como o cinema celebrizou
A beldade Kim Novak

Daniel Costa

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

POESIA UM HOMEM SÓ


PRINCESA DE OLHOS

VERDES

Senhora de olhos verdes
Não é a Princesa de Avalon
É a de Abravezes
A Princesa tem uma tez bonita
Mancha de tristeza por vezes
O semblante de mulher bela
Esconde tristes singelezas
Atraem olhos verdes
Em conjunto com a rara beleza
Na princesa de Abravezes
A Princesa sofre
Sofre recolhida por vezes
Como mãe
De um bonito filho
Que o Céu, o éter detém
A bonita Princesa mãe vive aquele amor
O pensamento sempre paira no além
Por muito bonita que seja
Jamais esquece ser terna e eterna mãe
De um belo Príncipe
Como a Princesa é também

Daniel Costa

domingo, 24 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


DESILUSÃO
ALEGRIA
MAGIA

Amor e paixão
São alegrias
A ser vividas com emoção
A penumbra será envolta
Em sombras de solidão
Outro tanto se dará
Com alguma desilusão
Mesmo com desaires
Sofrimentos de coração
Tudo interregnos!
Até que chegará a alegria
Suscitará invejas
Acompanhadas de maldição
Brandiremos a espada da magia
Que importa a ousadia?
Uma dose de loucura
Doce presunção
Optimismo sempre presente
A desarmar má intenção
Invejosos jamais vencerão
Para aprender algo
Virados não estão
Infernizados de invejas
Infelizes perecerão

Daniel Costa


sábado, 23 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


ANA

Nome pequeno
Mulher alta e bela
Olhar sereno
Mulher do Cruzeiro do Sul
Não tem cabelos loiros
Onde o mar é ameno e azul
Terá netos como tesoiros
Serenos mares e praias desse sul
Onde Ana veraneia
Lindos olhos de azul
Perfil de sereia
Rosto de serenidade
Atitude que enleia
Diriam assim marinheiros antigos
Da cantada sereia
A imagem jeito fazia
Ao poeta da odisseia
Dava verso a profecia
Todas as Anas fossem assim
Serenas se desejava e queria

Daniel Costa

quinta-feira, 21 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


VICÍOS

Apelidar de desperdícios
Todas as actividades
Relacionadas com vícios
Fumar, comer ou bebericar
Jogar, muitos outros tentar
Dir-se-á que são tiques
Os vícios serão de experimentar
Ver e aprender estará bem
Desde que não se passe o limiar
Passar o patamar será doce
Mas causa danos de arrepiar
Por exemplo, se drogar
Causará incompatibilidades
Com terceiros, que a notar
Sofrendo serão os primeiros
Ao prazer
Vícios podem suceder
Quem se vicia, arrisca-se
Prematuramente a perecer
Quem gostar de viver
Terá de procurar outro prazer
Deixar o vício tomar poder
É achar-se forte, mandão
Afinal prepotente,
Doente então
Deixou que o vício o domasse
Na sua vida entrasse
Qual sereia, que atrai e enleia
Transforma
Na sua própria teia
Contra o vício, sejamos fortes
Não é, o danado, a doce Hermengarda
É como demónio de espada
Denodadamente içada

Daniel Costa


quarta-feira, 20 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


LARANJINHA

Não no outro mundo
Mora no Alentejo
A Laranjinha de olhar profundo
Laranjinha meiga e doce
Não no outro mundo
Os seus ternos poemas
Revelam doçura
Advém a tentação
Por vezes dura
Questionar donde vem
Tamanho amor, tanta ternura
Beleza de alma
Beleza plena e segura
Aura de beleza muito sua
Apresenta-se assim
Como o luar da lua
Sorridente na beleza de mulher
No firmamento brilhantes estrelas
Laranjinha é o nome da suave mulher
Um nome bonito
Não se contesta sequer
Contém toda a beleza interior
Toda a beleza da interessante mulher
Admiro a sua poesia
Estimo e admiro aquela mulher

Daniel Costa


terça-feira, 19 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


JUNHO NA NAZARÉ

Mês dos Santos Populares
É o de Junho das datas festivas
Fogueiras e arraiais como altares
Onde reina a sardinha assada
Degusta-se como um dos manjares
Primeiro Santo António a treze.
Muito andou pela Lisboa da moirama
Ficou famoso
Andou muito por Alfama
Depois das marchas
Arraiais nos bairros antigos, os de mais fama
Vinte e quatro o S. João no Porto
Santo que não seria tão brincalhão
O povo não fica absorto
Na zona da Ribeira faz-lhe um festão
Arraiais onde abundam martelinhos
Festeja-se com alegria S. João
A vinte oito S. Pedro
A piscatória Póvoa de Varzim
Dedica-lhe muita devoção
Sai o povo à rua a adorá-lo
Marcham e festejam com coração
Por todo o país é assim
A profana devoção
Os Santinhos e a sardinha na brasa na Nazaré
Também estiveram presentes
Não podiam ali sofrer tratos de polé
O povo também é muito crente
Nas traineiras os pescadores
A trouxeram-na do mar em frente
Que se venerem os Santos
Venha a sardinha assada
Minha gente

Daniel costa



domingo, 17 de outubro de 2010

POEMA SANTO ANTÓNIO


SANTO ANTÓNIO

Dizem-te por aí demónio
Serias enquanto Fernando de Bulhões
Depois Santo António
Coisas da magia dos poetas
Nasceste nesta Lisboa
Que te dedica arraiais e festas
Morreste em Pádua
Que te tem como das suas gestas
Em Lisboa, na fonte esperavas garotas
Quebravas as bilhas
As bilhas das marotas
Revelavas Santidade às pilhas
Juntavas os cacos
Concertava-las, ficavam maravilhas
Em Pádua pregavas
Para mostrar a tua naturalidade
A Lisboa, usando o dom da equidade, saltavas
Lisboa benfazeja
Que Santo António interceda
Que Deus sempre te proteja

Daniel Costa






sábado, 16 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


ATALAIA

Não sou voyaer
Não resisto de mansinho
Apreciar uma linda mulher
Naquela praia de brancas areias
Ali à beirinha do mar
Passava uma mulher bela
Não resisti
Fixei o olhar nela
A meus olhos
Que mulher bela!
Naquela praia
Elegante bonita singela
De atalaia, via-a como sereia
Oh que mulher bela!
Calma serena
Sonhava com a visão
Visão terrena
A mulher absorta passeava
Como numa verbena
O cheiro a maresia, um gosto
Na minha atalaia
Esquecia, passava a mulher
A mulher, tal faia
A despertar dalgum torpor
A mulher elegante bela
Será isto platonismo
Ternura ou platónico amor?

Daniel Costa

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


ONDE MORAS JUSTIÇA?

Olha justiça
Andas tão arredia
Imitas taças de cortiça
Pareces tão inexequível
Para os de algo, claro como o dia!...
Para outros não há sorriso
Apenas gesto amargo
Dizem que és cega
A realidade existe
Porém torpemente se nega
Mais do que nunca
A corrupção está na berra
Com os furos das tuas leis
Podes empatar a refrega
Usando a senhora advocacia
Enquanto alguém nega
Onde moras Justiça
Para poderosos não és cega
Quem dinheiro tem
Paga bem e nega e nega
Usam-te com desdém
Com factores visíveis e incríveis
Clamam:
Beneficias os que convém
Os juízos deviam ser ponderados
Credíveis
Sem reparos de alguém
Para seres refúgio
Refúgio do bem

Daniel Costa



quarta-feira, 13 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


MULHER QUE PASSA

Quem sabe o que se passa
Nessa flor feita mulher
Que na Avenida passa
Lá vai ela, vai singela
Sempre cheia de graça
Se vai vaporosa
O olhar esvoaça
Se o glamour estremeceu
O semblante vai cinzento
Passa como desgraça
Quem pode saber
No que pensa, o que se passa
Como a flor que murcha
A mulher que não esvoaça
Pode andar o amor
Em clima de desgraça
Mulher alheada, circunspecta
Será sempre bonita
Será, porém como Avenida deserta
Se esvoaça
A lhaneza é aberta
A flor, a mulher
Observando, vai desperta
Qual flor sorridente
Convive com o amor
Este não está dormente
Há felicidade no ardor desse glamour
Ali vai ela passando tranquila
A felicidade patente
Transmite-se
A mulher parece borboleta
A esvoaçar contente
Borboleteando
Aí passa ela, segue sorridente

Daniel Costa

terça-feira, 12 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


CRISE NA FINANÇA

Sempre assusta a crise
Do mal parece aliança
Para o que haverá dinheiro
Se algum se tem,
Entra-se no banco, empresta-se
Dizem-lhe que deposita
Agora chegou a da finança
Mais uma a tirar esperança
A quem convém
Dizem as culpas serem de todos
Só porque muitos ficam sem dinheiro
A culpa é de alguém, não será do primeiro
Coitado!...
Quem comanda é o financeiro
Ele subirá a outro poleiro
Se menos, empresta
Ainda paga, à banca, dita
Comanda a malvada
Paga a gestores pantomineiras
Dizem: o patrão ganhou
Somas avultadas de dinheiros
Reparte lucros, torna-os banqueiros
Criam-se novos poleiros
Exigem pagar a mais banqueiros
Não fazem nada, mas
Afluem dinheiros
Sabem explorar o aforrador
Quais mineiros
Gerem os dinheiros
Na mão uns papéis, uma ilusão
Há crise? Deu o dele
Pode pagar em primeiro
Vai ele subir a outro poleiro
Onde haja outro dinheiro
O pobre fica triste, mas paga
Não se lembrou do colchão
Tudo dava certo, ali à mão
De atalaia vigia, o banqueiro
Isento de culpas, com novo dinheiro
Outro assina na atrapalhação
Hossana???
Ao nosso primeiro!...

Daniel Costa


domingo, 10 de outubro de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


HELÔ

Nome de vedeta italiana
Helô Spitali
É amiga muito bacana
Acena do Brasil
Do Estado de Minas Gerais acena
Do continente onde há deuses mil
Lembrar a bondade da Spitali
É recordar a amiga
De outro continente
É coisa persistente, é antiga
Lembrar a serena madrugada
Quando não chegara o cupido
Os bons dias atirava
Em boa hora a seta
A Minas Gerais chegara
Sempre a amizade
Porque pura não manchara
A Serena Helô
Por outros meios
De enviar recados não deixou
Recordar a amada madrugada
Grato sou
Recordar Minas Gerais
O mesmo que recordar a Helô

Daniel Costa


sábado, 9 de outubro de 2010

POEMA OLHÃO


OLHÃO

Não sei que tenho em Olhão
Depois de Lisboa
A cidade de coração
Cidade lendária
Cidade da Restauração
Dali partiram pescadores
Para o Brasil,
Onde se refugiara a governação
Informada pôde regressar a Lisboa
Capital natural da Nação
Cidade maravilha
Olhão
Perto  Armona
A espectacular Ilha
A lendária tradição
Segundo a lenda, continuam ainda
As moiras em comunhão
A lenda sente-se
Na cidade de Olhão
Uma mulher morena
Personificou a tradição
Outra morena homenageia
Tem o nome de Maria João
Fazer um repasto
Junto ao Mercado de Olhão
Fazer ali um ritual da refeição
É gosto, não será ilusão
Vaguear pela larga
Avenida da República
Em comunhão
Observar as Açoteias
Nada se compara a Olhão

Daniel Costa