segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

POEMA ARICANGA

Gabela
ARICANGA

Não é bairro de lata
Ali todo o mundo labuta
Trabalha na grande libata*
Aricanga aldeia grande e bela
Está na planície
Periférica da Cidade da Gabela
Onde aos Domingos ao cinema ia
Cinema para pretos era onde ia ela
Vinha do bairro Sousa aquela mulher
Uma mulher bela
Era o tempo da famosa “Copanera”
Com emoção dei a mão a ela
De mãos dadas vimos o filme a “Violetera”
Na Cidade de Gabela
No espaço a Rapariga das Violetas era
Que felicidade ter companhia tão bela
Não sendo xenófo ou fundamentalista
Via a perfeição nela
Que bonita mulher meu Deus!
No Amboim das planícies dos arimbos** de café
Cidade da Gabela vieram plebeus
Deixei aquela menina dos meus olhos
Vieram outros mundos
Outros mundos, outros escolhos
Acabou ali o derriço com a mulher bonita
A menina dos meus olhos

 

Daniel Costa

*Libata: fazenda de cafeeiros
** Arimbo: fazenda de cafeeiros

2 comentários:

  1. Daniel,
    lindo poema.
    Uma lembrança, uma história.

    Beijos.

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  2. Querido amigo,

    uma lembrança tão linda, tão romântica! Maravilha o filme "Violetera”.

    Beijos com carinho amigo querido.

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