sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

POEMA DEZOITO DE MARÇO


DEZOITO DE MARÇO

Desejo assinalar o dia e faço
Na liturgia o de S. Gabriel
O dia dezoito de Março
Uma permanente bátega chovia
Em mil novecentos e sessenta e nove
Faz quarenta e um anos neste dia
Em dois mil e dez que segue a outro nove
Um dia de céu medonho
O nascimento da filha
Além de outros, foi sonho
A vida, a felicidade
Em dia de bom augúrio, porém céu medonho
Nesse dezoito de Março
Dia de S. Gabriel o céu assemelhava-se ao inferno
Parecia o mundo feito num pedaço
Jamais esqueci
Tudo, mais o que nem tive tempo de saborear
Continua o sonho que a meio vivi
O sonho continua divino
Cantarei parabéns
Como se fora eu menino
Sempre a dezoito de Março
Assinalo o feliz acontecimento
Eis o que faço
Recordar com galhardia
O dia dezoito de Março
Do céu choveu todo o santo dia
E o sol brilhou no coração, naquele espaço

Daniel Costa


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