sexta-feira, 1 de outubro de 2010

POEMA PERGUNTEI AO VENTO


PERGUNTEI AO VENTO

Num dia de menos alento
Intui, reflecti
Perguntei ao vento
Na governação
Afinal aonde há talento?
Ascender a altos cargos
Orientar a Nação
Não será apenas intenção?
O talento pode desprezar-se
Trepa-se com menção
Marca-se ponto na mesa
Na mesa da reunião
A subida por fora
A intriga, a intenção
Sempre a sugar, não a ganhar
Empresas de todos, da Nação
Se perdem, não há que importar?
Quanto mais rápido tiver de sair
Mais irei ganhar
Pagarão caro
Porque me preocupei a fingir pensar
Pensar a sério, não cuidei
Espera outro lugar
Está sempre em aberto
O Éden, quiçá o lupanar
O povo terá sempre direito à esperança
Como assim é, paga sem pestanejar
Enquanto sereno volteia na dança
Sempre tem o direito de votar
Quem mais prometeu ganhou
Governar bem, não esqueceu falar
Passou o furacão, a ventania
E o talento a boiar
Boas e palavrosas intenções
Arrastou-as o sublime vento
Passaram muitas gerações
Onde mora afinal o talento?

Daniel Costa



3 comentários:

  1. Oi, Daniel.
    O talento nasce com a gente.

    Beijos.

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  2. Até hoje me pergunto do meu rs...Aonde andará? rs... Montão de bjs e abraços

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  3. o talento de enganar, de manobrar, de espezinhar cada vez está a entrar mais nesse Éden imaginário dos que ainda acreditam que a mudança pode acontecer
    Bj

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