terça-feira, 27 de julho de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ



ESCLUSIVISMO

Há inúmeras manias
Por vezes são fantasias
Tenho a minha bizarria
Delas falaram-me um dia
No momento uma tara definia
Desde então sempre a revia
Falar dela me comprazia
Talvez devido ao novo século
Que chegou um dia
Do anterior não ficou dor
Não ficou desamor
Questiono se fiz
Se a conjuntura o fez
Algo de exclusivismo
Anotei uma vez
Aos dezasseis anos
Ganhar jorna de homem
No Casal Torneiro
Terá sido favor que um deus fez?
Aventura, força de querer, sensatez?
Estimulante talvez
Porque cavei
Acima da média, a jorna, ganhei
Em três concelhos do Oeste
Peniche. Bombarral e Lourinhei*
No campo, de sol a sol trabalhei
Na guerra de Angola
À coordenação do rancho cheguei
Em Lisboa, trabalhando, estudei
Nos trabalhos dirigi e coordenei
Que mais sei?
Ou por outra, quanto mais observo
Quanto mais procuro, menos sei
Mas este é o meu tempo
O de me achar com direito
A alimentar a mania
Da exclusividade do dia

Daniel Costa

* NOTA: O EI era muito, da fala popular,
do meu Oeste natal.
Aqui refere Lourinhã.





3 comentários:

  1. *
    O grande Oeste sem cowboys,
    com Peniche 70% Nazarenos,
    o Bombarril, nas pipas do passado,
    e temos a Lourinha, sabendo a Ferrel,
    a Ferrel a tal terra, srsrsrsr !
    ,
    Daniel,
    um mar de amizade, deixo !
    ,
    *

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  2. GRANDE E lINDO POEMA ,DANIEL!E haverá forma mais bonita de expressar a dor perante a tristeza do mundo?
    ABRAÇO AMIGO de
    Mª ELISA

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  3. Daniel, um poema biográfico, excelente e merece prestigio! Relata a historia de um homem com valores profundos, que através da experiência tornou-se um exemplo para todos nos!
    Beijo carinhoso

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