segunda-feira, 9 de agosto de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


LOUCURA

Dizem que sou louco
Dizem
Que me importo
Convivo feliz com a loucura
Amo o mundo
Amo a ternura
Esse manto de brandura
Afastando sofreguidão
Não…
Não vivo num universo
De ilusão
Sei que muitos choram
Porque não têm pão
Encolhem ombros, que mansidão!
Será hipertensão?
Doçura, remédio na escassez!
Deixem-me ser louco
Digam-me que os grandes
Se preocupam um pouco
Apelo à humanidade
Enquanto justiça do alto espero
Esperar humildade e candura
Dos grandes que apenas almejam
Fazer figura
Fazer da justiça bravura
Bendita loucura
A denunciar um mundo de loucos
Fingindo que pensam
Muitas promessas
Para muito arrecadar
Depois muito a poucos dar
Oh loucura!
Olhai a robustez
A dos loucos de vez

Daniel Costa

3 comentários:

  1. :) conheço alguns loucos formidáveis, rsrsrsrs

    Bjus

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  2. Querido amigo Daniel,

    mais um poema sensível e maravilhoso. Há pessoas que são consideradas loucas porque integralmente sãs de coração. Maravilhosamente benditas por tanto amor , ternura, sabedoria e justiça no coração e que jamais se deixam corromper pela “normalidade” egoísta, indigna e injusta que contaminam tantos, infelizmente.


    Carinhoso beijo, amigo. Linda semana.

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  3. Daniel,

    Gostei do poema... muito.:)

    Beijos.

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