terça-feira, 17 de agosto de 2010

POEMAS UM HOMEM SÓ


GRANDES CIDADES

Grandes cidades
Mundos de vaidades
Mundos de leis
Esses traços banais
A que só atentam os leais.
Para os demais
Mais os tais
Essas são irreais.
Grandes cidades
Berços de "Beatles",
De "Hippies" e siderais
Usando trajos de florinhas
Pelas suas cores infernais
Escandalizam cidadãos nomais.
Grandes cidades
Mundos de actos pouco formais
Berços de homens loucos?
Apregoando estados abismais
Preconizando o retrocesso
À época dos avós dos nossos pais.
Grandes cidades
Da era lunar
Onde reina a poluição
Se representa a confusão
Se criou o "Cristo Sperstar".
Por fim a globalização
Haverá mais que inventar?

Daniel Costa
1972

3 comentários:

  1. Daniel,

    Eu digo: reinventar, nada é original.
    Já pensou se as pessoas ficassem mais educadas! Aqui no Brasil, isso seria novo. Hehehehehehehe.

    Beijos.

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  2. Adorei, Daniel! E concordo com a amiga Lita.

    Carinhoso beijo, amigo.

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  3. Sabe amigo, a vida corrida, o estres, estão robotizando o ser humano, tirando dele todo sentimento.As pessoas estão se movendo de forma automatica.
    Aquele bom dia na padaria, hoje em dia não é mais dado e quando dado, não é respondido.
    Acabou aquela proximidade com o vizinho, aquela coisa gostosa de pedir uma coada de café, ou um sabão emprestado. de sentar na calçada ao entardecer e jogar conversa fora.
    Que pena, uma geração cada vez mais solitária.
    belo poema amigo.
    Bjos achocolatados

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