domingo, 5 de setembro de 2010

POEMA SACA ROLHAS


SACA ROLHAS

Coordenava a ginjinha
Designava-se Avenida
Ofereceram-se um saca-rolhas
Tem escrito Constantino
O da “fama que vem de longe”
Pois não perdeu o tino
Recomendou o patrão
O cliente solicita
Simplesmente, sirvas bandie
Dos vulgares Borges
E Constantino, além da Mosca
Não tem convicção
Borges então
Se o pedido é Constantino
Então não discutes
Cumpres a ordem como hino
Vem o promotor
Fala do Constantino
Parece falar de amor
Até o saca-rolhas parece sino
Traz a palavra gravada
Material inox
Matéria bem acabada
Levas um
Outras coisas virão
Acharás piada
Por pouco tempo o patrão
Deixou de ter, em cada copo a mais valia
Talvez de metade de um tostão
Crescer um pequeno polvo podia
Iniciada uma forma de corrupção
Actualmente à luz do dia
Por menos de um milhão
Ninguém se venderia
A fama vem de longe
O meu saca-rolhas ainda
Brilha como a solarenga luz do dia

Daniel Costa

1 comentário:

  1. *
    se roubares um pão és um ladrão,
    se roubares um milhão és um barão,
    se nada roubares és um camelo !
    ,
    abraço,
    ,
    *

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